A viagem do conhecimento pelo Fantástico Semiárido

Expedicionários na Pedra do Capacete no Lajedo de Pai Mateus - Cabaceiras, PB

Essa é a continuação do artigo “O Fantástico Semiárido II” que eu escrevi quando a expedição estava na manhã do terceiro dia da viagem, quando estávamos hospedados na Estância Termal Brejo das Freiras, em São João do Rio do Peixe, Sertão paraibano.   Foram sete dias de estradas, aventuras, diversão e muito conhecimento pelos caminhos do Semiárido .  No dia 13, saindo de Brejo das Freiras (após o almoço) demos uma parada no artesanato da cidade de Aparecida (redes, mantas, bordados), nos deliciamos com os produtos da região (queijo, manteiga da terra e doce de leite), que encantaram os expedicionários.

Nossa intenção era chegar ao anoitecer no Casarão do Jabre, pousada localizada no município de Maturéia, para no dia seguinte fazer a escalada ao Pico do Jabre. Chegamos dentro do horário previsto. Fazia muito frio, mas apesar da rusticidade do local foi uma das melhores noites; com fogueira, cantoria, violão, jogo da seleção brasileira e muita interação entre o grupo.  A chuva deu uma trégua nessa noite. Dia seguinte o desafio: subir o Pico do Jabre (1.197 metros de altitude). Tínhamos que vencer o cansaço físico, os ventos fortes e o frio.  Mas, nada se compara ao prazer e o deleite da vista lá de cima. Impagável. Linda mesmo. No alto, sobre os penhascos, o grupo teve uma aula com o prof. Daniel Duarte (Doutor em Recursos Naturais e curador do Museu Interativo do Semiárido), que falou sobre a geografia, geologia, clima, plantas da região, entre outros aspectos que chamaram a atenção dos alunos e professores.

Vencido o desafio do Pico do Jabre, os expedicionários ocuparam seus lugares no ônibus e seguiram viagem com uma parada em Maturéia, para conhecer o artesanato de cerâmica da região. Lindas peças muito bem trabalhadas pelas mulheres da comunidade local. O almoço foi no restaurante de Seu Tadeu, localizado na Pedra do Tendó, zona rural de Teixeira, outra atração turística da região e com belas paisagens. Chegamos no final da tarde em Monteiro, onde pernoitamos. Fomos conhecer o artesanato local, os bordados, peças em algodão natural e em couro. Após jantar na Churrascaria Cariri, o grupo se dividiu entre a Pousada Lagoa do Mato (zona rural) e Pousada dos Poemas, centro de Monteiro. Homens para um lado e mulheres para outro. Foi necessário…acreditem! Noite fria em Monteiro. Noite do descanso, de dormir cedo para enfrentar mais uma maratona no dia seguinte.

Manhã seguinte, fomos visitar o Centro Vida Nordeste, localizado na zona rural do município de Prata, que possui atividades de sobrevivência no Semiárido, com tecnologias apropriadas de convivência com a seca. A ONG funciona há 13 anos e hoje está com vários projetos em andamento a exemplo do Projeto Conviver, Barragem subterrânea, Toque do Semiárido (com aulas de música para crianças e jovens carentes da região), Projeto Cultura da Caatinga (sítios arqueológicos e paleontológicos, pedra do letreiro, gruta grande, caxingó e pedra do balanço), Projeto Fogão Solar (com o Eco Fogão), Projeto Biodigestor (fezes se transformam em biofertilizante em apenas 20 dias de processo), Projeto Plantas Aquáticas (utiliza plantas como a Vitória Régia para retirar as impurezas da água). Foi uma manhã de muito conhecimento para os alunos e professores da expedição.

O almoço foi no Restaurante de Dona Inês, em São João do Cariri, conhecido por Bar da Lama. À tarde, foi a vez de conhecer o Projeto de Produção de Castanha de Caju, em Duas Serras, zona rural de Serra Branca. Exemplo de que é possível sobreviver na Zona Rural sem precisar procurar emprego longe de casa. Os moradores que fazem parte da Associação já se movimentam para a produção de mel e de polpa de frutas. Saindo de Serra Branca nosso roteiro previa contemplar o pôr do sol no Lajedo de Pai Mateus, em Cabaceiras, mas o céu estava encoberto por nuvens e nós chegamos quando já era noite. Mais uma noite fria no Cariri paraibano.

Mas, o forró e a animação esquentou a noite no Hotel Fazenda Pai Mateus. Teve bingo, quadrilhão e até bolo de aniversário de uma das expedicionárias que comemorava na sexta-feira, 16 anos de idade. O hotel tem seus encantos que por um lado nos remete ao rústico (não tem TV nos quartos), mas por outro lado oferece todo o conforto necessário junto à natureza. Sem falar nas belezas das pedras, a exemplo do Lajedo de Pai Mateus (área de preservação ambiental de 18 mil ha), principal atração do local. Na manhã seguinte, nosso primeiro passeio foi levar o grupo ao Lajedo. Nos acompanhou o guia Jerson de Farias Lima. Segundo ele, o Lajedo tem pedras de seis mil anos de idade. É um grande sítio arqueológico antes habitado pelos Tapuias, índios da família dos Cariris. A história conta que no Lajedo morava isolado (em 1.750) o curandeiro Pai Mateus. O Lajedo ainda guarda as pedras que, conta a história local, o curandeiro usava como cama e mesa. A pedra maior (onde o curandeiro habitava) é cercada de pedras menores para proteger do frio da noite. O ar no Lajedo, disse o guia, é 100% puro. Estávamos há 530 metros de altitude em relação ao nível do mar. Uma paisagem que vale a pena estar lá para ver. Próximo ao Lajedo, fizemos uma trilha que nos levou à formação rochosa Saca de Lã. Incrível ver as pedras empilhadas uma em cima da outra, como se fossem sacas de lã mesmo. A natureza mostrando as suas belezas.

No sábado, os expedicionários se divertiram com a Noite dos Talentos, no Hotel Chique-Chique, onde o grupo se hospedou, às margens do Açude Epitácio Pessoa (Açude de Boqueirão). Teve apresentação de música (voz e violão), coral, poesia, relato de livro, romance escrito por uma das expedicionárias de 16 anos de idade, aluna de uma escola da rede privada de Campina Grande. Nossa expedição terminou em Boqueirão, num domingo chuvoso, mas não menos encantador. Pela manhã, o grupo se dividiu em atividades de lazer. Teve piscina, pescaria, jogos ou simplesmente um bate-papo com os novos colegas. Após uma deliciosa feijoada acompanhada de várias brincadeiras com os expedicionários, como advinhações, sorteio de brindes e quebra panela, os expedicionários saíram do hotel num passeio de catamarã pelo Açude de Boqueirão. O grupo se despediu com lágrimas de saudades e a certeza da conquista de novos amigos. Difícil vai ser selecionar tantas e belas fotos, valiosas lembranças que ficam da viagem do conhecimento pelo fantástico Semiárido.

Helda Suene

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O fantástico Semiárido II

                              Pedra da Caveira - Araruna, PB

Estamos iniciando mais uma expedição pelo Semiárido, desta vez, com uma turma de 47 pessoas entre alunos e professores do Ensino Médio e Técnico Profissionalizante e alunos universitários de várias cidades da Paraíba, selecionados no II Concurso de Redação e Artigo Científico, promovido pelo Programa de Estudos e Ações Para o Semiárido e Museu do Semiárido da Universidade Federal de Campina Grande e Fundação Parque Tecnológico da Paraíba. No ano passado, primeira edição do concurso, os premiados com a viagem, conheceram vários municípios e suas riquezas do Semiárido paraibano.

Este ano, começamos a ampliar o roteiro e inserimos uma parte do Semiárido do Rio Grande do Norte. Nossa viagem começou na manhã de segunda-feira (dia 11), debaixo de chuva, muita chuva, mas que não nos impediu de seguir com o roteiro programado. Nosso primeiro destino do dia foi o Parque Estadual Pedra da Boca, em Araruna. Liiiiinnnnndddooo!Lugar muito bonito e com fantásticas formações nas pedras que nos impressiona. Interessante ver o que a natureza faz. Pedras enormes em formatos varaiados: boca (por isso o nome do lugar), em formato de coelho, caveira, peixe boi, do carneiro, pedra do letreiro (Pedra da Santa), entre outras,que a nossa imaginação vai criando.

Segundo nosso guia nessa trilha, Seu Tico (antigo morador da região), o Parque Estadual Pedra da Boca está localizado no Sítio Água Fria, na divisa entre PB e RN, e possui uma extensão teritorial de 157 ha. O local é muito rico em vegetação. Interessante ver as antigas mangueiras (de + de 100 anos) que servem de descanso para os andarilhos e grupos de estudos como o nosso. De acordo com Seu Tico, mais de 40% das mangueiras do local estão mortas, foram contaminadas pelo “Mal do Recife” (fungo) que está atacando as mangueiras do sítio e que, até agora, nada tem sido feito para evitar a erradicação da doença.

Mas, o Parque é um local que vale a pena conhecer. E que, atualmente, é bastante frequentado por escaladores e alunos de escaladas, suas pedras são a principal atração do lugar. Seguindo pela trilha que nos leva a Pedra da Santa, pudemos ver as caneluras, desenhos que a água faz nas pedras, passamos pela cabana dos velhos caçadores, derrubada pela ação do tempo, mas que ainda guarda resquícios preciosos da história dos nossos antepassados, de mais de 100 anos. Muita riqueza histórica foi perdida no tempo, porque não houve o cuidado de quem achou em preservar e guardar, a exemplo de panela e machadinha de pedra, produzidas pelos antigos moradores, os índios Tapuias e Cariris. Passamos pela Pedra do Fôrno e fomos em direção a Pedra do Letreiro, chamada assim devido as inscrições rupestres existentes no local, mas que hoje é chamada de Pedra da Santa, onde na décade de 1950, foi colocada a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Hoje, além da gruta, foi erguido um grande santuário, onde todo dia 13 de cada mês é celebrada uma missa. Muitos peregrinos e religiosos vão lá pagar promessas. Infelizmente, a chuva não nos permitiu visitar as cavernas, porque se torna muito escorregadio e, portanto, perigoso para nossos exploradores. E, como estamos num grupo grande (quase 50 pessoas) é melhor prevenir do que remediar, uma vez que a responsabilidade pela segurança desses jovens é muito grande.

Saimos de Araruna após almoçar no Restaurante de Seu Tico, que nos serviu uma comiga regional simples mas muito saborosa. Muita chuva na continuação da viagem até Caicó, onde chegamos à noite para o pernoite. O jantar foi numa churrascaria local, regado ao som de um trio de forró, que animou a garotada. Teve trenzinho e uma quadrilha improvisada, para entrosar a turma. Na manhã seguinte. levantamos cedo para fazer uma trilha na Estação Ecológica do Seridó, localizada em Serra Negra do Norte. Cidade encantadora, acolhedora e bem pitoresca. Na estação, fizemos a Trilha da Caveira, conhecemos várias plantas nativas do Seridó, animais em extinção e o trabalho do Instituto Chico Mendes em preservar a fauna e flora da região. O grupo foi recebido pelo agrônomo George Stephenson Batista, responsável pelo herbário local, que nos acompanhou na trilha, e pelo médico e biólogo Adalberto Freire, responsável pela coleção científica de animais e plantas, que guarda cerca de 100 mil exemplares, considerada a maior coleção do Nordeste. Segundo ele, tem material de 1986 e 70% é da Caatinga local. A coleção mostra várias espécies de formigas (cerca de 5 mil exemplares), borboletas, aranhas, onça, entre outros animais e plantas.

Na cidade de Serra Negra, o grupo foi muito bem recebido pela Prefeitura local, com uma atração cultural na Casa da Cultura Popular, com apresentação teatral, musical e artística no Auditório José Lucas de Barros. Lá, o grupo conheceu também O Clube de Mães Maria Luiza Salviano e o artesanato produzido pelas mães, a exemplo do bordado, pinturas, bonecas de pano etc. O almoço foi na Chácara Nova Vida, bem próximo à cidade de Serra Negra do Norte. Lugar aconchegante, com chalés e uma bela paisagem serrana. Após um almoço delicioso, com um show à parte das meninas que fazem a dupla D’Voice. A viagem prosseguiu, agora rumo ao Parque Estadual Vale dos Dinossauros, onde o grupo chegou ao pôr do sol. Pegadas dos animais pré-históricos, ainda marcam o solo daquela região, hoje, em avançado estado de degradação pelo tempo. Mas, segundo Robson Araújo Marques, guia local, existe um projeto entre o Governo do Estado e a Petrobrás que promete reformar todo o Parque. “Agora é pra valer”, disse ele, todo animado. Vê-se em seus olhos o amor pelo que fez e continua fazendo em prol da preservação da história daquela região. Robson até criou um poema para os jovens da expedição que começa com um conselho “… Quer vencer na vida, persevere…”.

A noite foi na Estância Termal Brejo das Freiras, município de São João do Rio do Peixe (Alto Sertão paraibano), onde o grupo se encontra até o almoço, com um tempo para descanso e socialização. À tarde, continuamos a expedição. Nosso próximo destino será a subida ao Pico do Jabre, previsto para a manhã de quinta-feira (14). E continua a expedição pelo fantástico Semiárido…

Helda Suene

Jornalista, Colunista do portal Paraíba Online e coordenadora executiva da Expedição do Semiárido

Um novo ingrediente encontrado no semiárido: Amizade

Saca de Lã – Cabaceiras, PB

Lindas lembranças ficaram guardadas em minha memória

Por isso resolvi escrever para mostrar uma coisa diferente que achei no semiárido

Um novo ingrediente que suporta todas as adversidades

Esse novo ingrediente chama-se amizade.

Entre Forrós e trilhas, vieram às amizades, coisas lindas!

Sentimentos de verdade.

Pessoas extraordinárias com diferentes personalidades,

Todos se confraternizando plantando a tão falada amizade.

Nossa valeu a pena, me emocionei de verdade

Agradeço a Deus pela oportunidade, o ingrediente falado não terminou

pelo contrário ela mal começou.

Já estou pensando em outra ideia de redação

Porque de nenhuma forma vou ficar de fora de outra expedição

E reencontrar os já velhos amigos,

Que no coração levo comigo.

Agradeço a coordenação,

Pela linda viagem

Levo vocês no meu coração

E até outra expedição

                                                                                                                                                   Fernanda Karyne de Oliveira

Fernanda participou da II Expedição do Semiárido e nos presenteou com essa belíssima poesia.

Conhecendo os projetos da UFCG/PEASA e PaqTcPb

Ontem pela manhã saímos de Monteiro em direção ao município de Prata para visitarmos a ONG Centro Vida Nordeste, que trabalha com ideias capazes de solucionar e melhorar a qualidade de vida dos moradores do Semiárido de forma sustentável como: Ecofogão, biodigestor, purificador de água, energia solar e eólica, entre outros.

Almoçamos em São João do Cariri e fizemos um tour pela cidade conhecendo os principais pontos turísticos.

 Depois, seguimos para a zona rural de Serra Branca onde está localizado o projeto Duas Serras, que tem parceria com a UFCG/PEASA e Parque Tecnológico da Paraíba na produção de castanhas de caju, paçocas e futuramente com polpa de fruta de forma sustentável. Um belíssimo trabalho que contempla os moradores e associados da região.

Seguimos viagem rumo à Cabaceiras, onde nos hospedamos no Hotel Fazenda Pai Mateus. O dia foi encerrado com bastante diversão, participamos de um bingo e dançamos muito forró pé de serra.

Subimos o Pico do Jabre: o ponto mais alto da Paraíba

Acordamos na quinta-feira (14), na expectativa da escalada ao Pico do Jabre. O cansaço da subida (1.197 metros de altitude) foi recompensado pela belíssima paisagem que encontramos por lá. O Pico é o ponto mais alto da Paraíba e o terceiro do Nordeste.

Após recebermos uma excelente aula do professor Daniel Duarte sobre a geografia, história, fauna e flora da região, participamos de um agradável piquenique, ainda no Jabre, com todos os expedicionários.

Já perto da hora do almoço paramos na cidade de Matureia, onde conhecemos o artesanato em barro como panelas, canecas entre outros artefatos.

Logo após, seguimos para o município de Teixeira e saboreamos um almoço sertanejo aos pés da Pedra do Tendó, que também aponta para paisagens esplendorosas do nosso Semiárido.

Chegamos à cidade de Monteiro no final da tarde e aproveitamos para conferir o artesanato local e o centro histórico.

Ficamos hospedados nas Pousadas Poemas e Lagoa do Mato, para finalizar a noite, jantamos na Churrascaria Cariri.

A II Expedição do Semiárido tanto nos mostra as belezas e curiosidades das  cidades, como incentiva e apóia o artesanato, economia e projetos dessas regiões. Ficamos surpresos com a diversidade e riqueza cultural de cada cidade visitada.

3° dia de Expedição

Olá, estamos de volta! Ficamos alguns dias sem internet, pois estávamos visitando locais que não tinham sinal. Vamos  mostrar para vocês tudo que aconteceu durante esse período.

Pouco percebemos a manhã passar no hotel Brejo das Freiras, houve muito  entretenimento e descontração entre os expedicionários. Aproveitamos a área de lazer oferecida pelo hotel (piscinas, jogos de mesa, banho de lama medicinal, passeios de charrete e  cavalo) para nos divertir.

Depois do almoço nos despedimos do Hotel rumo à cidade de Aparecida. Lá conferimos o artesanato local: redes, mantas, rendas, brinquedos de madeira e saboreamos os doces regionais.

Prosseguimos viagem apreciando as belas serras e formações rochosas do Semiárido paraibano, onde nas proximidades da Pedra do Tendó (localizada na Serra de Teixeira) vimos as cidades sertanejas de Patos, Pombal, São José do Bom Fim e diversos açudes da região.

No fim da tarde chegamos ao Casarão do Jabre, aos pés do Pico do Jabre, onde nos hospedamos e aproveitamos para conferir o excelente acervo da instalação (móveis, moedas, armas antigas e o artesanato regional).

Logo após o jantar,  aproveitamos a noite fria e de lua cheia ao redor de uma fogueira, com direito a milho assado e ao som das vozes e violões da turma da Expedição.

Mais informações no portal: http://www.museusemiarido.org.br/expedicao

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Muita cultura e belas paisagens

Ontem, depois do café-da-manhã no Hotel Regente (Caicó), prosseguimos para a Estação Ecológica do Seridó, localizada na zona rural em Serra Negra do Norte (RN).

Fomos recepcionados pela equipe da Estação Ecológica com palestras sobre a geografia e funcionamento da reserva. Em seguida,  foi apresentado o acervo da fauna e flora no herbário, biotério e trilhas ecológicas.

Concluindo nosso passeio por Serra Negra do Norte, as autoridades locais nos receberam na Casa da Cultura Popular – Oswaldo Lamartine de Faria, com apresentações musicais e teatrais. Conferimos também o artesanato produzido na cidade, o centro histórico e o museu. O almoço foi servido na Chácara Nova Vida ao som de música ao vivo e uma bela paisagem.

Encerramos o passeio no Monumento Natural Vale dos Dinossauros, Sousa-PB, onde o responsável do local, Robson, nos apresentou as atrações do parque, incluindo as famosas pegadas jurássicas e acervo documentais e fotográficos.

Às 19h30, chegamos à Estância Termal – Hotel Brejo das Freiras (São João do Rio do Peixe – PB), onde jantamos, regados a momentos de descontração, interação e descanso, para encararmos o dia seguinte.

Primeiro dia da II Expedição do Semiárido

Olá, somos a equipe de monitores da II Expedição do Semiárido e vamos postar tudo que está acontecendo durante a viagem.


Ontem (11), começamos a Expedição saindo de Campina Grande às 07h40 com destino ao Parque Estadual da Pedra da Boca, localizado no Sítio Água Fria, em Araruna, divisa com o Rio Grande do Norte (RN).

Chegamos às 10h40 e iniciamos a trilha ecológica pelo parque: vimos as formações rochosas conhecidas como “pedra da boca”, “da caveira”, “do peixe boi,” vegetação típica da região,  e conferimos as belezas e curiosidades do local.

Conhecemos também o santuário de Nossa Senhora de Fátima, onde está localizada a pedra da Santa (antiga pedra do Letreiro), que era chamada assim devido às  figuras rupestres que lá existem.

Em seguida, almoçamos no restaurante do Seu Tico, que também foi o nosso guia durante a trilha, e está localizado nas mediações do Parque Estadual.

Saímos da Pedra da Boca às 14h30 rumo a Caicó – Rio grande Norte. A chuva nos acompanhou durante boa parte da viagem, mas não atrapalhou a programação do dia.

Para finalizar, à noite, tivemos um agradável jantar ao som de muito forró pé de serra com direito a uma quadrilha improvisada, muita alegria e diversão  entre os expedicionários.

Mais informações no portal: http://www.museusemiarido.org.br/expedicao

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PRÊMIO EXPEDIÇÃO DO SEMIÁRIDO

Instituído em 2009 o PRÊMIO EXPEDIÇÃO DO SEMIÁRIDO integra o PEASA/MISA/UFCG/PaqTcPB, e tem como objetivo estimular o conhecimento  sobre o Semiárido, no intuito de se combater a premissa de que sempre a mesma é uma “região-problema”, quando na verdade apresenta recursos ambientais, sociais, antropológicos, históricos, econômicos e culturais singulares e potenciais que muito contribuíram e contribuem para a formação da população paraibana  e fortalecimento do estado.

Na sua 2ª edição, o PRÊMIO EXPEDIÇÃO DO SEMIÁRIDO é um Concurso de Redação para estudantes do Ensino Médio e da Educação Profissional e de Artigos Científicos para Estudantes de Graduação e Pós-Graduação.
Podem concorrer estudantes que estejam regularmente matriculados em escolas públicas ou privadas, escolas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e Universidades e Faculdades públicas ou privadas reconhecidas pelo MEC, localizadas no estado da Paraíba, de acordo com o Regulamento do Concurso.